MOSTEIRO DA BATALHA NAVE

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Nave

Entramos no monumento e observamos uma igreja, de planta simples de cruz latina. À entrada está a campa rasa de Mateus Fernandes e à direita a do Cavaleiro Diogo Gonçalves de Travaços, que esteve nas conquistas de Ceuta, foi conselheiro do Infante D. Pedro, regedor das suas terras e aio dos seus filhos. Sepultado junto à Capela do Fundador, ainda hoje a guardar o Panteão Real, temos a campa de Martim Gonçalves de Maçada, que salvou a vida do rei D. João I, na Batalha de Aljubarrota.
A Igreja tem 3 naves de alturas diferenciadas com 8 tramos. Em planta segue o modelo do gótico mendicante,com 3 naves, com transepto pronunciado, e 5 capelas na cabeceira, sendo as laterais de igual profundidade. O peso das abóbadas de pedra nas 3 naves é distribuido pelos pilares interiores e contra-fortes adoçados às fachadas através do uso de arcobotantes. Os contrafortes que se veem salientes na fachada sul, ficam embutidos na própria parede exterior da fachada norte que dá para o Claustro Real.A igreja mede 80m de comprimento, 22m de largura, e 32,5m de altura. A de Alcobaça tem 106m de comprimento por 22m de largura.
A nave central da igreja da Batalha, uma das maiores igrejas portuguesas de sempre, eleva-se a 32.5 metros, sendo esta elevação ampliada pelas colunas, de pouco afastamento, formando as naves laterais de menor altura que a central. As abóbadas de nervuras com grandes chaves decoradas, são do mestre Huguet.
Nas janelas das naves estiveram os vitrais mais antigos e famosos do Mosteiro, e que são também os mais antigos conhecidos em Portugal – do séc. XV. Juntando-se-lhe também os vitrais da Capela-mor, que encenam partes importantes da Bíblia e que datam de duas épocas diferentes – segunda década do séc. XVI (sobretudo 1514-1517), durante o reinado de D. Manuel, como é o caso da Anunciação e Visitação, os Reis Magos e a Fuga para o Egipto, etc., e do século XX, feitos por Ricardo Leone para, possivelmente, substituir painéis desaparecidos ou de impossível recuperação.